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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Assista a primeira transmissão ao vivo de um exoplaneta cruzando sua estrela



Se você sempre quis ter o vislumbre de um exoplaneta, aqui está sua chance.

TrES-2b, um planeta apelidado de "Cavaleiro das Trevas", pois reflete tão pouca luz, vai atravessar a face da sua estrela hospedeira sábado (27 de junho) e sua transição vai ser capturada pelo Observatório Slooh. Você pode assistir ao evento gratuitamente - a primeira observação pública de um exoplaneta, de acordo com representantes da Slooh - o evento começa as 20:00 horário de brasília  e será transmitido ao vivo no site da Slooh.

Fonte: space.com

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Vida em Marte: metano encontrado em meteoritos fortalece teoria



A questão sobre a existência da vida em Marte ainda está longe de ser respondida, mas traços de metano encontrados em meteoritos do Planeta Vermelho sugerem que há vida por lá ou que houve algum dia. A descoberta foi relatada em um estudo liderado por Nigel Blamey, geoquímico da Universidade Brock, em St. Catharines, no Canadá, e publicada na revista Nature.

O estudo indica que alguns meteoritos marcianos liberaram um componente volátil, rico em metano. Sua ocorrência em amostras de rochas fortalece a hipótese de que a vida em Marte pode existir ou se desenvolver no subsolo, onde o metano poderia ser uma fonte de energia e carbono para a atividade microbiana.

Apesar de o metano ser a mais simples molécula orgânica, os cientistas envolvidos na pesquisa alertam que isso não significa uma prova de vida em Marte. Na Terra, o metano é produzido em reações que envolvem processos biológicos, como os do sistema digestivo de bovinos, ou por atividades que não envolvem a vida, como a vulcânica. O componente inodoro, incolor e inflamável foi descoberto pela primeira vez na atmosfera marciana pela sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia, em 2003, e pelo robô Curiosity da NASA.

O ponto é que a atmosfera fina e o ar seco de Marte tornam sua superfície hostil à vida, mas os pesquisadores sugerem que o Planeta Vermelho é, provavelmente, mais habitável no subterrâneo. Eles acreditam que o metano disponível em Marte poderia dar suporte à vida de micróbios, assim como algumas bactérias são encontradas em ambientes extremos da Terra. Blamey ainda espera realizar análises mais profundas dos meteoritos marcianos.

Fonte: History

sábado, 28 de março de 2015

Titã, a lua de Saturno, pode abrigar um tipo diferente de vida



Quando pensamos na possibilidade de vida fora da Terra, frequentemente nos atemos à ideia de uma vida idêntica à de nosso planeta, baseada na existência de água... No entanto, pode haver outro tipo de vida, com outros fundamentos químicos.

Um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, em Ithaca, nos EUA, teve como estímulo e inspiração um texto escrito por Isaac Asimov em 1962, “Not as We Know It” (Não é Como Imaginamos), para pensar uma vida diferente da que conhecemos, em um lugar distante. Em Titã, a lua de Saturno, é possível a existência, de acordo com eles, de células baseadas em metano, que não necessitam de oxigênio, mas que metabolizam e se reproduzem; ou seja, vivem à sua maneira. Essa membrana celular poderia conter pequenas composições de azoto e seriam capazes de sobreviver a temperaturas de metano líquido de 292ºC abaixo de zero.

Dessa forma, enquanto os astrônomos procuram vida extraterrestre na zona habitável das estrelas (onde pode existir água líquida), essa nova e surpreendente teoria propõe encontrá-la de outra forma, com a presença de células baseadas não em água, mas no metano. Depois de descobrir o composto mais perfeito dos existentes na atmosfera de Titã (o azotosome acrilonitrilo), os especialistas têm, agora, que demonstrar como essas células se comportariam no ambiente do metano – talvez de forma análoga à reprodução e ao metabolismo.

Fonte: seuhistory.com

Imagem: Catmando - Shutterstock.com

sexta-feira, 27 de março de 2015

Descoberto planeta com quatro sóis



Astrônomos encontraram sistema planetário com 4 sóis, chamado de 30 Ari, este é o segundo sistema desse tipo já encontrado. Também existem vários outros exoplanetas com 2 ou 3 sois.

30 Ari se encontra a 136 anos luz do nosso sol na constelação de Áries. Astrônomos descobriram um planeta gigante no sistema em 2009 que é cerca de 10 vezes maior que Júpiter e demora 335 dias para completar uma órbita em sua estrela. Um segundo par de estrelas fica a cerca de 1.670 unidades astronômicas (UA) de distância. (1 UA é a distância entre a Terra e o Sol - cerca de 93.000 mil milhas, ou 150 milhões de quilômetros).

Os pesquisadores utilizaram o novo sistema de óptica adaptativa "Robo-AO" no Palomar Observatoryin Califórnia para varrer o céu, examinando centenas de estrelas todas as noites para os sinais de multiplicidade. Esta pesquisa identificou uma quarta estrela em estreita proximidade com a estrela primária de 30 Ari.

A estrela recém-descoberta orbita a sua companheira uma vez a cada 80 anos, a uma distância de apenas 22 UA, mas isso não parece afetar a órbita do exoplaneta apesar dessa proximidade. Este é um resultado surpreendente que vai exigir mais observações para entender, disseram os pesquisadores.

A descoberta marca apenas a segunda vez que um planeta foi identificado em um sistema de quatro estrelas. O primeiro planeta de quatro estrelas, PH1b ou Kepler-64b, foi flagrado em 2012 por um cientista. 

Além de encontrar uma quarta estrela em torno de 30 de Ari, os pesquisadores também encontraram uma terceira estrela em um sistema planetário que se pensava ter apenas dois sóis. 

Fonte: space.com

quinta-feira, 26 de março de 2015

Asteroide passará próximo a Terra a mais de 37 mil km/h



Um asteroide de 1.000 metros de largura irá passar “bem próximo” da Terra esta semana, viajando a mais de 37 mil km/h. As informações são do The Independent.

A pedra, chamada de 2014-YB35, vai passar relativamente próximo do nosso planeta, algo em torno de 2,8 milhões de quilômetros de distância, o que significa 11,7 vezes mais longe do que a Lua.

Um asteroide que passou ao lado da Terra em janeiro, estava ainda mais próximo de nossa superfície do que este esperado – tendo sido possível para os astrônomos amadores enxergá-lo com binóculos – algo em torno de dois mil quilômetros.

A Nasa irá observar o fenômeno para estudar o movimento do asteroide pelo espaço. Cientistas do Observatório Goldstone, no Deserto de Mojave da Califórnia, já começaram a monitorar o asteroide e buscam saber qual tamanho e de qual material é feito.

Fonte: Terra Notícias

Nasa planeja extrair fragmento de asteroide até 2020



A Nasa decidiu lançar em 2020 um dispositivo automático para remover um pedaço de rocha de um asteroide que será então rebocado e colocado em órbita lunar, onde astronautas irão explorá-lo - anunciou nesta quarta-feira a agência espacial americana.

A Nasa renuncia assim o reboque de um asteroide inteiro, como estava inicialmente previsto no âmbito da Missão Asteroid Redirect (ARM), iniciada há três anos.

"Nós aprovamos o conceito da missão e autorizamos a continuação da fase A", explicou Robert Lightfoot, gerente da Nasa, durante coletiva de imprensa via teleconferência.

"A missão ARM irá fornecer a primeira demonstração de vários sistemas de voo espaciais, que serão necessários para enviar astronautas a destinos mais distantes no espaço, especialmente para Marte", disse ele.

A nave automática ARM, que será equipada com um motor movido a energia solar, será lançada, em princípio, em dezembro de 2020 e chegaria ao asteroide em 2022.

Fonte: AFP

quarta-feira, 25 de março de 2015

Período de rotação de Saturno é medido como nunca antes


Medidas feitas pela sonda Cassini da NASA mostraram que o planeta dos anéis pode ter um dia a mais do que o inicialmente calculado a partir de medições feitas pela sonda Voyager 2 a mais de 20 anos atrás. Em um esforço para calcular o período de rotação de Saturno, mais precisamente, um grupo de cientistas fez uma abordagem matemática para o planeta, contando com as medições de seu campo gravitacional.

Quando a Voyager 2 visitou Saturno em 1981, a sonda mediu o período de rotação do planeta em cerca de 10 horas, 39 minutos. Mas quando a Cassini chegou no planeta no início de 2000, determinou que Saturno girou uma vez em seu eixo a cada 10 horas e 47 minutos, e esses números mudaram a cada vez que Cassini fez uma nova medida.

Planetas gigantes gasosos como Saturno não têm massas de terra sólidas que poderiam ajudar a determinar a rapidez com que um planeta gira. Voyager e Cassini se basearam em medições de radiação de rádio do planeta, mas por essas medidas terem mudado com cada observação, elas se mostraram pouco confiáveis.

O cientista Ravit Helled, da Universidade de Tel Aviv, em Israel e sua equipe decidiram procurar soluções para o período de rotação, utilizando coeficientes para representar o interior, em seguida, procuraram o período de rotação nas soluções calculadas.

A estimativa teórica é de uma rotação de 10 horas e 33 minutos. Isto é "em muito boa concordância com as estimativas anteriores que utilizaram métodos diferentes", disse Helled.

O cálculo baseou-se em estudos do campo gravitacional do planeta. Como Cassini viajou ao redor do planeta, é possível medir a força de atração que Saturno exerce na nave espacial.

A equipe também usou medidas de achatamento do planeta para determinar a sua solução. Achatamento se refere ao fato de que os corpos que giram são esferas quase nunca perfeitas; quanto mais rápido eles giram, mais eles incham em torno do equador. Saturno é um pouco grosso em torno do meio, mais do que Júpiter, o que poderia indicar um giro rápido. 

As novas estimativas precisas de um período de rotação de Saturno devem ajudar os cientistas a estudar a estrutura e interior do planeta. Isto irá fornecer informações sobre as condições do disco protoplanetário que formou o sistema solar, bem como o processo de formação de gigantes gasosos. Ele também pode ajudar a melhorar a compreensão da dinâmica atmosférica. 

Fonte: space.com 

Projeto da Nasa prevê envio de submarino para explorar mar de óleo em lua de Saturno



Pousar uma sonda na superfície de um cometa foi indiscutivelmente uma das mais audaciosas conquistas espaciais dos últimos tempos.

Mas uma missão que está sendo estudada pela Nasa, a agência espacial americana, pode desbancar esse feito.

Cientistas estão propondo enviar um submarino robô aos mares de óleo de Titã, uma lua de Saturno. Esses mares não são formados por água, mas por hidrocarbonetos como metano e etano.

Esses componentes existem em seu estado líquido naquela lua, onde a média de temperatura é de -180 ºC.

O plano é financiado por uma iniciativa chamada NIAC (sigla em inglês para Conceitos Inovadores e Avançados da Nasa), na qual os cientistas são incentivados a pensar de forma diferente.

"Isto é muito libertador. Você pode deixar sua imaginação correr solta", diz o cientista por trás do projeto, Ralph Lorenz. Ele explicou a ideia no Conferência de Ciência Lunar e Planetária, no Texas, Estados Unidos.

Ele disse acreditar que a missão é possível com os recursos, tempo e tecnologia certos.

Submarinos não tripulados, conhecidos genericamente como UUVs são usados amplamente para propósitos militares e também em buscas, exploração petrolífera e investigação científica. Assim, tecnologias existentes poderiam ser adaptadas para a missão. Foto de Titã, a lua gelada de Saturno, colhida pela missão Cassini em 8 de janeiro de 2015, de uma distância de cerca de 1,9 milhões de quilômetros

Um dos aspectos mais impressionantes da proposta é uma ideia de levar o submarino a Titã usando uma versão da mininave espacial militar americana X-37B.

O submarino seria levado na área de carga da nave não tripulada. Os dois seriam lançados ao espaço em um foguete.

Uma vez em Titã, a espaçonave entraria na atmosfera pastosa da lua.

Frio intenso

O submarino poderia ser levado ao mar de duas formas possíveis. Em uma delas, o X-37B poderia abrir as portas de sua área de carga ainda em voo e liberar o submarino robô.

O aparelho então abriria um paraquedas para pousar na superfície do mar. Esse método já teria sido usado na Terra pelos Estados Unidos para lançar uma MOAB – a bomba não nuclear de maior capacidade explosiva já criada.

A alternativa seria a espaçonave pousar na superfície do mar e então abrir seu compartimento de carga, liberando o submarino antes de afundar.

A lua Titã se assemelha à Terra, porém em uma versão congelada – o que a torna um alvo atrativo para a exploração. Ela já foi visitada pela sonda Huygens, que atingiu a superfície em 2005.

Uma missão chamada Titan Mare Explorer (TiME), na qual Ralph Lorenz esteva envolvido, deveria ter retornado à lua com uma sonda flutuante que pousaria no mar para recolher dados.

A TiME foi um dos três projetos finalistas em um processo de escolha de missão espacial de baixo custo da Nasa (no qual o escolhido foi o projeto InSight, para Marte).

O novo conceito de missão para Titã combina os objetivos científicos da TiME com outros que se tornariam possíveis graças ao uso do submarino.

"Você poderia fazer tudo que uma missão como a TiME poderia ter feito, particularmente no litoral, com medições de tempo e composição da superfície, medição das ondas", disse Ralph Lorenz.

"Mas ela também possibilitaria fazer um mapeamento detalhado do fundo do mar, onde está guardado um registro rico da história do clima de Titã".

Medições

Nas regiões costeiras de Titã estão sedimentos deixados para trás quando hidrocarbonetos líquidos evaporam. Eles sugerem que o nível dos mares na lua subiram e desceram periodicamente.

Além disso, apesar dos mares de Titã estarem concentrados na sua parte norte, ciclos naturais determinados pelas propriedades orbitais da lua podem fazer com que esses corpos líquidos se movam entre os polos a cada 30 mil anos.

A exploração do submarino poderia inclusive lançar luz sobre a natureza do fundo do mar de Titã – incluindo a possibilidade de que ele seja formado por uma gigantesca cratera formada por impacto de asteroide.

Os cientistas também querem descobrir se os mares são ou não formados por camadas com diferentes composições de óleo.

O estudo NIAC, que custou US$ 100 mil, não identificou quais instrumentos seriam carregados pelo submarino. Mas um sonar, uma câmera e um sistema para coletar amostras do fundo do mar são candidatos óbvios.

Mas o uso do submarino também traria desafios, como por exemplo um problema enfrentado pelos submarinos militares chamado cavitação – no qual propulsores causam bolhas que acabam sendo captadas pelo sonar. Esse e outros fatores poderiam atrapalhar a leitura de dados pelos equipamentos.

Uma solução seria melhorar o design do submarino ou apenas usar o sonar quando o veículo estiver parado.

Comunicação

As comunicação também terão uma importância vital. O polo norte de Titã tem que estar apontado para a terra, para que as comunicações sejam feitas de forma direta. Porém, esse alinhamento só voltará a acontecer no ano de 2040.

Para realizar a missão antes disso, uma outra espaçonave poderia ficar orbitando Titã para receber os dados do submarino e repassá-los à Terra. Isso possibilitaria o lançamento da missão a qualquer momento, mas também aumentaria consideravelmente seus custos.

A fonte de energia para as espaçonaves também é um problema crucial. Missões espaciais que ocorrem além do cinturão de asteroides estão longe demais para usar a energia solar. Elas precisam usar combustível nuclear baseado em plutônio.

Lorenz disse que se o projeto TiME tivesse sido levado adiante, poderia ser lançado em pouco mais de um ano.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 24 de março de 2015

Índia amplia em seis meses missão em Marte


A missão enviada pela Índia a Marte foi prorrogada por seis meses graças a um excedente de combustível a bordo da nave, anunciou a agência espacial indiana nesta terça-feira (24).

"Como a Mars Orbiter tem combustível suficiente para continuar mais tempo do que o esperado, a missão será estendida por mais seis meses", afirmou Devi Prasad Karnik, diretor da Organização de Pesquisa Espacial Indiana.

O lançamento da nave Mars Mission Orbiter, em setembro passado, transformou a Índia no primeiro país asiático a chegar ao planeta vermelho, além de fazer isso com uma verba apertada.

A princípio, o dispositivo deveria retornar à Terra neste mês, mas os cientistas disseram que vão continuar em órbita para estudar a atmosfera das plantas e sua superfície após usar menos combustível do que o esperado nestes seis meses.

"Os cinco instrumentos científicos a bordo da espaçonave irão continuar a coleta de dados e entregá-los ao nosso espaço exterior para análise", explicou Karnik à AFP.

A missão indiana até Marte, bem-sucedida já na primeira tentativa, é uma fonte de orgulho nacional, levando o governo usá-la como exemplo do potencial do "Made in India".

O projeto custou apenas US$ 74 milhões, menos do que os 100 milhões de dólares necessários para rodar o filme "Gravidade" - como gosta de lembrar o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

A Índia tenta alcançar a vizinha China, que gastou bilhões de dólares em seu próprio programa espacial.

Fonte: UOL

segunda-feira, 23 de março de 2015

NASA desmente outro falso rumor sobre um "eclipse galáctico" e quatro dias de escuridão na Terra




A notícia atribuída à NASA, que afirma que, em um período de 4 dias, haverá total escuridão na Terra, a começar pelo dia 24 de agosto, alcançou altos níveis de viralização nas últimas semanas. Os rumores, publicado em inúmeros portais da internet, fazem menção a um fenômeno galáctico que acontece a cada 26 mil anos, no qual, durante 96 horas, a Terra sofre um apagão absoluto. Chamado de “eclipse galáctico”, os mais ousados o associam a um possível fim do mundo.

É claro que nada disso é verdadeiro e, segundo fez questão de desmentir a própria NASA, trata-se de um falso boato, e que já havia circulado previamente: durante todo o mês de outubro do ano passado, a notícia que informava sobre um período de escuridão na Terra dominou os portais de notícias com o mencionado “eclipse galáctico”.

“Quando nosso Sistema Solar passa por um buraco negro na galáxia, é provável que esse buraco absorva todos os fótons e, pelo fato de o Sol estar entre ele e a Terra, é evidente que a luz do Sol não chegaria à Terra”, afirmava a notícia, coincidindo com o falso rumor de escuridão divulgado atualmente.

Fonte: economiahoy.mx

imagem: andreiuc88/Shutterstock.com

sábado, 21 de março de 2015

Cratera gigante é identificada na Lua pela primeira vez em 100 anos



Uma cratera de 200 quilômetros de diâmetro foi descoberta na Lua por uma sonda da Nasa e identificada por pesquisadores americanos.

Os resultados da descoberta foram apresentados durante um encontro científico no Texas. "Eu diria que essa é a primeira descoberta de uma nova cratera lunar em um ou dois séculos", disse Melosh à BBC.

A descoberta foi feita quando os pesquisadores procuravam evidências da existência de estruturas ocas abaixo da superfície da Lua, conhecidas como tubos de lava ou cavernas vulcânicas.

"Provavelmente, a cratera foi formada antes do Mare Serenitatis (um mar lunar onde há uma cratera), ou seja, há mais de 3 milhões de anos. Mas ficou coberta por restos da formação desse mar, que também destruíram a borda da cratera", afirmou Jay Melosh, um dos pesquisadores do projeto.

"Ninguém antes reconheceu essa cratera, justamente por sua borda quebrada. E nós mesmos não teríamos reconhecido se não fosse pela gravidade ali, que mostra claramente uma grande anomalia circular." A cratera foi batizada de Amelia Earhart, em homenagem à primeira mulher que fez um voo solo no Oceano Atlântico

Segundo ele, a cratera esteve ali todos esses anos, mas ninguém reconhecia justamente porque não se tinha dado adicional, ou seja, o campo de gravidade.

Gravidade

A sonda da Nasa mediu as variações na aceleração da gravidade, obtendo assim uma ideia aproximada dessa estrutura interna da lua.

Isso porque, dependendo da topografia da área, há uma aceleração de gravidade diferente.

Pelos dados obtidos pelos cientistas, poderia haver outras 12 crateras. No entanto, suas marcas foram eliminadas pelos impactos dos mares ou pelas partículas expelidas por crateras maiores.A cratera foi batizada de Amelia Earhart, em homenagem à primeira mulher que fez um voo solo no Oceano Atlântico, em 1932.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Conheça a estrela que invadiu o Sistema Solar



Uma estrela invasora passou pelo nosso Sistema Solar há apenas 70 mil anos, de acordo com astrônomos.

Nenhuma outra estrela chegou tão perto de nosso sistema. Os pesquisadores, de uma equipe internacional, dizem que ela chegou a ficar cinco vezes mais perto que nosso vizinho mais próximo, a estrela anã Próxima Centauri.

O objeto, uma anã vermelha conhecida como estrela Scholz, passou pela área externa do Sistema Solar, uma região conhecida como Nuvem Oort.

A estrela Scholz não passou sozinha pelo Sistema Solar, ela veio acompanhada por um objeto conhecido como uma anã marrom - um corpo celeste que não tem a massa necessária para gerar fusão em seus núcleos.

Observações da trajetória da estrela sugerem que há 70 mil anos esta invasora passou a 0,8 ano-luz do Sol. A nossa vizinha mais próxima, a Proxima Centauri, está a 4,2 anos-luz, por exemplo.

A descoberta foi publicada na revista especializada Astrophysical Journal Letters.

Perto

Na pesquisa, os astrônomos liderados por Eric Mamajek, da Universidade de Rochester, Estados Unidos, afirmaram que têm 98% de certeza de que a estrela Scholz viajou pelo que é conhecido como "Nuvem Oort Externa", uma região no limite do Sistema Solar com trilhões de cometas.

Esta região é como uma "casca" esférica em volta do Sistema Solar e pode se estender até 100 mil Unidades Astronômicas, ou UA (uma UA é a distância entre a Terra e o Sol).

Para determinar a trajetória da estrela, os pesquisadores precisavam de duas informações: a mudança na distância do Sol para a estrela (sua velocidade radial) e o movimento da estrela pelo céu (velocidade tangencial).

A estrela Scholz atualmente está a 20 anos-luz de distância, ou seja, um sistema razoavelmente próximo. Mas, a Scholz demonstrou um movimento tangencial muito lento para uma estrela tão próxima.

Isto indica que ela estaria se distanciando de nosso sistema ou estaria vindo em nossa direção para um encontro próximo com o Sistema Solar no futuro.

As medidas da velocidade radial confirmaram que o sistema estelar binário está, na verdade, se distanciando de nosso sistema. Ao rastrear seus movimentos no passado, os cientistas descobriram a passagem próxima do Sol há 70 mil anos.

'Insignificante'

Uma estrela passando pela Nuvem Oort poderia causar problemas gravitacionais nas órbitas dos cometas daquela região, arremessando-os para trajetórias dentro do nosso Sistema Solar.

Mas, Eric Mamajek acredita que os efeitos da estrela Scholz em nossa vizinhança cósmica foram "insignificantes".

"Existem trilhões de cometas na nuven Oort e há chance de alguns desses terem sido perturbados por este objeto. Mas, até agora, parece que esta estrela não desencadeou uma 'chuva de cometas' mais importante", afirmou o cientista à BBC News.

A estrela Scholz passou relativamente perto, mas o sistema binário (a estrela anã vermelha e sua companheira, a anã marrom) tem pouca massa e estava passando em alta velocidade. Estes fatores combinados contribuíram para que o efeito da passagem da Scholz pela Nuvem Oort fosse pequeno.

Apesar de esta ter sido a passagem mais próxima já detectada de uma estrela rimeira proximidade inédita da passagem desta estrela, Mamajek acredita não ser incomum que estrelas se aproximem de nosso Sol. Ele afirma que uma estrela provavelmente passa nas proximidades da Nuvem Oort aproximadamente a cada 100 mil anos.

Mas ele sugere que uma passagem tão próxima como esta, ou mais próxima ainda, é, de alguma forma, mais rara. Segundo Mamajek, as simulações matemáticas mostram que um evento como o que envolveu a estrela Scholz ocorre, em média, a cada 9 milhões de anos.

"Então, é uma coincidência que nós tenhamos conseguido descobrir uma que passou tão perto nesses últimos 100 mil anos", disse.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Névoa misteriosa em Marte intriga cientistas



Uma descoberta feita por astrônomos amadores que passam horas estudando Marte deixou cientistas com a pulga atrás da orelha.

Descoberta pela primeira vez em 2012, uma espécie de névoa apareceu orbitando ao redor do planeta apenas uma outra vez e depois desapareceu.

Ao analisar imagens da misteriosa neblina, os cientistas da Agência Espacial Europeia descobriram que ela é a maior já vista e se estende por mais de 1.000 quilômetros.

Em artigo publicado na revista Nature, eles dizem que a pluma poderia ser uma grande nuvem ou uma aurora excepcionalmente brilhante. Mas deixam claro que ambas as hipóteses são difíceis de serem comprovadas.

"Essa descoberta traz mais perguntas do que respostas", disse Antonio Garcia Munoz, cientista da Agência Espacial Europeia.

Telescópios

Em todo o mundo, uma rede de astrônomos amadores mantém seus telescópios calibrados para analisar o “planeta vermelho”.

Eles viram essa misteriosa formação pela primeira vez em março de 2012, logo acima do hemisfério sul de Marte.

Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno.

"Eu notei essa formação saindo ao lado do planeta, mas eu primeiro achei que havia um problema com o telescópio ou câmera”, disse.

"Mas, à medida que eu ia verificando as imagens de perto, percebi que era algo real - e foi uma grande surpresa."

A neblina brilhante durou cerca de 10 dias. Um mês mais tarde, ela reapareceu e perdurou o mesmo período de tempo. Mas nenhuma formação do tipo não foi vista desde então.

Nuvens

Os cientistas que comprovaram o fenômeno buscam agora uma explicação para ele, mas, por enquanto, só têm hipóteses.

Uma teoria é a de que a névoa é uma nuvem de dióxido de carbono ou partículas de água.

"Sabemos que há nuvens em Marte, mas até hoje elas foram observadas apenas até uma altitude de 100 km", disse Garcia Munoz.

Segundo ele, a misteriosa névoa está bem acima dessa altitude, o que coloca em xeque essa possibilidade.

Outra explicação é a de que esta ela é uma versão local das auroras polares.

"Nós sabemos que nesta região em Marte nunca foram relatados auroras antes”, disse Muñoz. “Além disso, a intensidade registrada nessa névoa é muito, mas muito maior do que qualquer aurora já vista em Marte ou na Terra.”

Para o cientista, se qualquer uma dessas teorias estiver certa, isso significaria que a nossa compreensão da atmosfera superior de Marte está errada.

Ele espera que, ao publicar o estudo, outros cientistas também colaborem com explicações para o fenômeno. Mas, se isso não ocorrer, os astrônomos terão de esperar para as névoas retornarem à Marte.

Fotos de telescópios ou naves que estão atualmente em órbita ao redor do planeta também podem ajudar a desvendar esse mistério.

Fonte: BBC Brasil
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